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Série Eleições: o eleitor entre o real e o fabricado
A popularização de ferramentas de Inteligência Artificial capazes de fabricar ou alterar vídeos, fotografias e áudios desafia a confiança nas evidências durante as eleições. Um estudo com 2.215 participantes mostrou que as pessoas identificam discursos políticos reais e falsos melhor do que o acaso, mas não são infalíveis e dependem de pistas audiovisuais que as IAs conseguem reproduzir. Deepfakes podem reforçar percepções, criar dúvidas e também ser usados para desacreditar registros verdadeiros.
No Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral proibiu o uso de deepfakes para favorecer ou prejudicar candidaturas nas eleições municipais de 2024 e criou regras para identificar conteúdos produzidos ou alterados por IA. O NetLab, da UFRJ, apontou dificuldades para monitorar conteúdos sintéticos diante da velocidade de circulação e das limitações de acesso a ambientes fechados. A matéria também destaca que a verificação combina julgamento humano e ferramentas automatizadas, mas a responsabilidade envolve plataformas, modelos de negócio e a origem da circulação dos conteúdos, além da segurança do processo eleitoral.
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