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Quando a IA desenvolve um medicamento, quem leva o crédito?
Empresas já usam IA para propor estruturas de medicamentos, mas as patentes nos Estados Unidos só podem indicar seres humanos como inventores. A Insilico Medicine atribuiu a descoberta de uma molécula à sua plataforma de IA, porém registrou cinco pessoas, incluindo o CEO Alex Zhavoronkov, como inventores da patente.
A decisão segue o entendimento dos tribunais americanos de que a legislação define inventor como um indivíduo humano. Advogados alertam que patentes de medicamentos gerados por IA podem ser contestadas se os nomes indicados não tiverem contribuído o suficiente. Empresas mantêm pessoas envolvidas em etapas como síntese, criação de variantes e testes, embora ainda não esteja definido quanto a participação humana precisa ser decisiva para garantir o crédito.
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