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MIT Technology Review Brasil · Brasil

Uma nova era no combate à fibrose pulmonar

Publicado pela fonte em 28/08/2026, 16:24

A fibrose pulmonar entrou em uma nova fase terapêutica após mais de uma década sem novidades. A Anvisa aprovou o nerandomilaste para pacientes com fibrose pulmonar idiopática e fibrose pulmonar progressiva, e estudos de fase 3 apontaram redução da perda de função pulmonar e do risco de mortalidade, com melhor tolerabilidade em comparação com outros antifibróticos. Outro candidato, o rentosertibe, apresentou melhora da função pulmonar em estudo de fase 2 e avançou para a fase 3. Seu desenvolvimento contou com inteligência artificial generativa, usada para identificar a enzima TNIK como alvo e desenhar uma molécula para inibir sua atividade.

A doença reúne mais de cem tipos de enfermidades pulmonares intersticiais e pode causar tosse seca, falta de ar progressiva e cansaço. A forma idiopática pode ter expectativa de vida de 3 a 5 anos após o diagnóstico quando não tratada, mas os antifibróticos aumentaram a sobrevida desde 2014. O diagnóstico costuma ser demorado devido aos sintomas inespecíficos, e pacientes ainda enfrentam acesso restrito aos medicamentos, que não são incorporados ao SUS, além da escassez de centros de referência e de atendimento multidisciplinar.

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