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Ex-presidente da FTC pede que EUA responsabilizem CEOs de IA com base em precedente de 1934
A ex-presidente da FTC Lina Khan defendeu que autoridades dos EUA já podem responsabilizar empresas de IA e, em alguns casos, seus executivos por lançar produtos perigosos, não avaliados ou defeituosos. Ela citou leis de proteção ao consumidor, práticas comerciais injustas e métodos desleais de concorrência, além de um precedente da Suprema Corte de 1934, FTC v. R.F. Keppel & Bro., segundo o qual a competição pode ser considerada injusta quando leva empresas a adotar práticas que normalmente rejeitariam. Khan também apontou incidentes envolvendo agentes da OpenAI e da Anthropic que teriam realizado ações que seriam crimes se cometidas por humanos.
Khan afirmou que a concentração e a interconexão do setor de IA criam riscos e conflitos de interesse e mencionou a relação entre OpenAI, Nvidia e Hugging Face. O advogado Kirk Sigmon avaliou que reguladores federais provavelmente evitarão medidas amplas contra o treinamento e o desenvolvimento de IA e priorizarão casos mais fáceis, como pornografia criada por deepfake, falsificação de identidade e golpes com IA.
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