Olhar Digital · Brasil
Quem decide o que a sua avó compartilha?
Pesquisas citadas no artigo contestam a ideia de que pessoas idosas sejam piores em distinguir notícias falsas. Um estudo com cerca de 2.500 adultos nos Estados Unidos e no Brasil apontou que a idade não reduz essa capacidade, embora o vínculo partidário influencie a aceitação e o compartilhamento de conteúdos alinhados ao próprio lado. Outro levantamento indicou que cerca de dois terços dos idosos consultam fontes, comentários e outros veículos antes de acreditar em uma informação. O artigo sustenta que a desinformação deve ser enfrentada na produção, facilitada pela inteligência artificial, que permite clonar vozes, criar vídeos verossímeis e distribuir conteúdos falsos em grande escala.
O texto também aborda regras do TSE para campanhas com inteligência artificial, incluindo a exigência de identificação destacada de conteúdos fabricados ou alterados por IA e a definição de deepfake e de situações proibidas pela Corte. A conclusão é que tratar idosos como pessoas ingênuas desloca o foco do problema e ignora que o compartilhamento pode refletir escolha e alinhamento político.
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