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Torres de vigilância com IA falham em evitar mortes na fronteira dos EUA
Uma investigação baseada em dados de quase 4 mil locais onde restos mortais foram encontrados, informações sobre quase 600 torres e entrevistas com mais de 45 pessoas identificou mais de 1.050 mortes dentro do alcance de torres de vigilância na fronteira dos Estados Unidos entre 2015 e o início de 2026. As mortes ocorreram perto de quase dois terços das torres analisadas, e a maioria não estava em pontos cegos. A análise também encontrou mais de 110 mortes desde 2021 perto de torres autônomas da Anduril, equipadas com inteligência artificial.
Os casos indicam falhas na detecção e na resposta dos agentes. José Morales Bernal morreu a 110 metros de uma torre, depois de ser visto por funcionários de um aterro e permanecer horas sem atendimento. Em outros episódios, pessoas morreram em áreas que deveriam estar visíveis para as torres. A reportagem afirma que a CBP fez poucas avaliações sobre o funcionamento dos equipamentos e as mortes nas áreas monitoradas, enquanto planeja ampliar o sistema, que já soma 803 torres.
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