MIT Technology Review Brasil · Brasil
O Algoritmo e a Lágrima
Publicado pela fonte em 29/09/2026, 17:56
Um experimento musical realizado na década de 1990 mostrou que especialistas consideraram mais emocional e sofisticada uma composição criada pelo algoritmo EMI do que obras de Bach e de um compositor contemporâneo. O episódio antecipa o uso da inteligência artificial generativa para reproduzir padrões capazes de provocar emoções, mesmo sem consciência, intenção artística ou sensibilidade própria. Na publicidade, essa capacidade aumenta a velocidade, a escala e a precisão da produção de conteúdo e reduz o custo de execuções criativas consideradas “boas o suficiente”.
A automação pode deslocar o valor do marketing para o repertório cultural, a sensibilidade estética, a interpretação social e o julgamento sobre quais mensagens devem existir. O texto também aponta o risco de homogeneização da linguagem cultural, com conteúdos cada vez mais previsíveis e semelhantes por serem treinados em sinais de desempenho. Nesse cenário, o significado pode se tornar mais escasso do que a criatividade técnica.

