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MIT Technology Review Brasil · Brasil

Me engana que eu gosto: quando as IAs simulam empatia

Publicado pela fonte em 06/10/2026, 07:00

As IAs passaram a simular empatia ao acolher, consolar, elogiar, lembrar conversas e ajustar o tom de voz conforme percebem emoções. A professora do MIT Sherry Turkle chama esse comportamento de “empatia de faz de conta” e analisa a mudança em seu livro “Artificial Intimacy”, sobre a relação direta entre pessoas e máquinas. Produtos como o Muse Charm, da Meta, e os Dots, da OpenAI, reforçam essa intimidade artificial ao antropomorfizar agentes de IA com nomes, olhos e aparência de mascotes.

Um estudo de Hye-young Kim e Ann McGill indicou que, quanto mais traços emocionais as pessoas percebiam em uma máquina, mais humana ela parecia, enquanto humanos reais passavam a parecer menos humanos. Os participantes também demonstravam mais tolerância a maus-tratos contra trabalhadores e menos disposição para ajudá-los. As pesquisadoras destacam que os experimentos foram pequenos, avaliaram efeitos de curto prazo e não indicam que a IA seja, por si só, nociva às relações sociais. Ainda assim, o texto aponta o risco de relações com máquinas, sem vulnerabilidade ou atritos, reduzirem a disposição das pessoas para lidar com as imperfeições e exigências dos relacionamentos humanos.

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